Eu fiquei com muito medo, muito medo do ocorrido. Confesso que me prendi aos segundos de carinho, mas não deixei de interpretá-los como a mais pura pena (porque é tudo que foram certo?) Tive medo de vir a tona. Tive medo de não conseguir controlar. Mas antes de tudo tive muito medo de me derramar . Foram os meus sentimentos mais sinceros que empurravam uns aos outros pra sair mais depressa. Mesmo que você esqueça, isso não é o que mais interessa. Por hoje, eu penso ter sido melhor, me sinto mais livre. Eu estou ciente do que sinto, do que fiz, e principalmente do que vou fazer. E o que aconteceu hoje me deu liberdade pra isso. Não privo os meus olhos de derramarem outra vez, façam isso se quiserem, façam todos os dias, mas façam por merecer, façam por amor e não por dor! Mas se essa for a paga da falência, da ineficiência, da ausência de boa parte do que nos firmava, eu assumo a culpa de não ter cuidado. Assumo toda a culpa de um dia ter te culpado!


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